sábado, 29 de março de 2008

NOSSA SENHORA DAS MERCÊS


quarta-feira, 19 de março de 2008

POLÍCIA ENCONTRA COCAÍNA EM IMAGEM DE SANTA EM SP

Traficantes estão aproveitando a Semana Santa e a Páscoa para tentar enganar as autoridades. A Polícia Civil de Santo Antônio do Aracanguá, a 555 quilômetros de São Paulo, apreendeu hoje uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com cerca de 300 gramas de cocaína e pasta de cocaína em seu interior, que fora enviada pelos Correios. Ontem, patrulheiros da Polícia Rodoviária de Penápolis, também no interior paulista, apreenderam 16 cestas de Páscoa recheadas com 6,3 quilos de maconha, transportadas de ônibus de Foz do Iguaçu, no Paraná, para Brasília.


A santa, de 32 centímetros de altura, foi postada pelos Correios em 14 de março e chegou a Aracanguá na manhã de ontem. O desempregado Reginaldo Souza da Costa, de 21 anos, foi preso em flagrante após retirar o pacote com a santa, postada em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Ele chegou a despistar os investigadores que o seguiam, mas foi detido numa lan house. Os agentes perceberam um furo na base da imagem de Nossa Senhora e desconfiaram do peso. No interior, eles encontraram balões de aniversário cheios de cocaína e pasta base da droga.


Ontem, policiais do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) prenderam o jardineiro Jusélio Viana, de 24 anos, morador de Brasília, que estava dentro de um ônibus que fazia o itinerário do município gaúcho de Cruz Alta a Barreiras, na Bahia. O ônibus foi parado numa blitz na rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em Penápolis. Os policiais encontraram 16 cestas de Páscoa dentro de uma grande caixa de papelão. Ao abrir as cestas, os patrulheiros se espantaram com o cheiro de maconha. Viana disse à polícia que receberia R$ 500,00 para buscar a droga em Foz do Iguaçu e levá-la até Brasília, onde receberia o dinheiro pelo transporte.
Fonte: UOL Notícias. Disponível em
Acesso em 19/03/2008 - 18h14

segunda-feira, 17 de março de 2008

NOSSA SENHORA COM O MENINO

ESCULTURA POLICROMADA E DOURADA.
Século XVII

Imagem feminina em posição frontal, de pé, sobre peanha, sugerindo nuvens em tonalidade azul, com três querubins homogêneos com encarnação creme. Nossa Senhora veste alva em tonalidade branca, levemente plissada na extensão da perna esquerda, caindo até cobrir os pés, a alva apresenta ornamentos em motivos florais de coloração amarela e dourada, com folhas esverdeadas e douradas; a orla, os punhos e a gola da alva são ornados com duas faixas em tonalidades verdes e douradas. Nossa Senhora possui cíngula dourada. O manto é disperso, drapeado e plissado, com anverso na cor azul, ornamentos com motivos florais azulados, folhagens douradas e aplicações com figuras geométricas douradas na orla, tendo o seu verso na cor vermelho magenta e ambos os lados do manto possuem orla dourada. Nossa Senhora ampara o Menino Jesus com a mão esquerda e com a direita segura o pé direito do Menino, que tem encarnação creme e veste manto preso na região dos quadris e em tonalidade branca com orla dourada. O Menino Jesus carrega um globo azul na mão direita e com a outra segura o polegar esquerdo de Sua Mãe; Jesus tem cabelos encaracolados e dourados. A Nossa Senhora tem pescoço bem torneado e alongado. Cabeça média, encarnação creme; queixo saliente, boca marrom, pequena e fechada; nariz aquilino, olhos marrons e abertos, sobrancelhas finas e levemente arqueadas; cabelos marrons ondulados, caindo até a altura dos ombros, cobertos por uma túnica de tonalidade dourada que cai até a região do colo e dos ombros.

Obs.: Imagem apresenta sujidades. A peanha apresenta alguns pontos de desprendimento da camada pictórica, deixando a mostra a tonalidade do suporte.
Por SANDRA REGINA R. DE JESUS

sexta-feira, 14 de março de 2008

MUSEU HISTÓRICO ESTÁ INTERDITADO

Fonte: Correio de Sergipe. Aracaju, quinta feira, 21 de fevereiro de 2008

Desde 2006 o município de São Cristóvão passa pelo pro­cesso de revitalização de monumentos, praças, museus e igrejas, de olho em sua can­didatura a Patrimônio Histórico da Humanidade, efetivada em 2007 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). As obras, coordenadas pelo Departamento Estadual de Habitação e Obras Públicas (Dehop) e ainda em execução, passam por constantes modi­ficações e, portanto, licitações para a liberação de verbas e aplicação das mudanças. Esse é o motivo da interdição do Museu Histórico, que espera pela liberação de um reforço estrutural, requerido para a finalização de suas obras, que estão previstas ainda para este ano.

Dentre outras mudanças que devem ser feitas na Praça São Francisco estão a reor­ganização da fiação, passan­do-a para subterrânea - que tem início previsto para a próxima semana - e a implan­tação, de uma iluminação especial que, segundo a enge­nheira da Dehop, Marilu Campos, aguarda licitação.

"Sem essas obras, o municí­pio de São Cristóvão não poderia ser candidato a Patrimônio da Humanidade", afirma. Ainda em andamen­to, estão as obras de revita­lização do Museu Histórico e do Lar Imaculada, ambos localizados na Praça São Francisco.

Apesar do trabalho de recu­peração e conservação histó­rica, observa-se depredação em alguns locais, bem como pichações. São Cristóvão é uma cidade com potencial para receber grande fluxo de turistas, mas a aparente falta de incentivo para tal faz com que isso não aconteça com tanta incidência.

Segundo a engenheira da Dehop, o município de Laranjeiras tam­bém está recebendo o mesmo tipo de investimento. Segundo ela, as obras de revi­talização do Casarão do Oitão e da igreja Matriz estão em processo de conclusão. Já na próxima semana, deve-se dar início a uma nova etapa de obras que formarão o novo campus universitário da Universidade Federal de Sergipe.

terça-feira, 11 de março de 2008

EL CEMENTERIO DE LA RECOLETA RENUEVA EL BRILLO DE SU HISTORIA

Por Por Susana Reinoso De la Redacción de LA NACION. Disponível em:
http://www.lanacion.com.ar/cultura/nota.asp?nota_id=994477&origen=premium

Escribe María Rosa Lojo sobre el cementerio de la Recoleta: "En este museo de los cuerpos, los itinerarios personales de sus habitantes -célebres o ignotos- se funden inextricablemente con la historia argentina".


En su obra Historias ocultas en la Recoleta , que acaba de reeditar Alfaguara, la novelista dice, exquisitamente, que quien pasea con el oído bien abierto puede oír en el cementerio, uno de los lugares de Buenos Aires más elegidos por los turistas, "el rumor de vidas singulares contra el inmenso coro de la memoria colectiva". Precisamente, porque este museo mortuorio reúne gran parte de la mejor arquitectura funeraria y esculturas de Buenos Aires, es que el gobierno porteño dará continuidad al Programa de Revalorización del Cementerio de la Recoleta, que contempla la conservación y restauración de esculturas, bóvedas, sepulcros y túmulos, que fuera aprobado a fines de 2007.




Con la intervención de la Subsecretaría de Patrimonio porteña y de la Asociación de Amigos del Cementerio de la Recoleta, que encabeza Marta Salas, la dirección General de Cementerios -cuyo director es Néstor Pan-, han cumplido desde 2002 un destacado plan de recuperación de esa arquitectura. Arte y memoria Cada día, el cementerio recibe un promedio de 2000 visitantes. Ello equivale a más de 700.000 concurrentes al año, pues el cementerio está abierto de lunes a domingos. "La restauración monumental ha llegado a un centenar de obras, y contamos con un grupo de restauradores altamente calificados, que trabajan con amor y patriotismo", dice Marta Salas a LA NACION.




La presidenta de la Asociación de Amigos señala: "El esfuerzo tiene que ver con que consideramos que el cementerio de la Recoleta es el espacio histórico artístico más relevante de nuestro país y estamos orgullosos de mostrarlo a los miles de turistas que lo visitan". La entidad, que vende a los turistas unos detallados mapas del cementerio, aporta una parte de los elementos para la recuperación de esos monumentos históricos. Un breve recorrido por el lugar, como el efectuado por LA NACION, permite confirmarlo.




La afluencia del público es incesante y los guías no dan abasto para responder todas las preguntas. La peregrinación incesante siempre se detiene ante el sepulcro de Eva Duarte de Perón. El director del cementerio, Carlos Francavilla, señala que la puesta en valor que se realiza en el cementerio no tiene visibilidad para la gente. De todos modos, los andamios y materiales de trabajo en algunos monumentos dan cuenta de que allí hay restauraciones en marcha.




Este año, el programa ha previsto acondicionar las esculturas y bóvedas Adolfo Alsina, Nicolás Rodríguez Peña, Juan José Viamonte, Rufina Cambaceres y Pedro J. Díaz. En cada caso, los trabajos de restauración y mantenimiento contemplan la eliminación de vegetación invasiva, la reposición de material faltante, la eliminación de la capa degradada, la limpieza química y el tratamiento anticorrosivo.




1)parent.siguiente();" href="javascript:void(0);">En 2006, la restauración se dedicó a los sepulcros y mausoleos de Bartolomé Mitre, Domingo Fidel Sarmiento, Carlos Pellegrini y Juan Martín de Pueyrredón. El año pasado, la tarea se registró en los mausoleos de Luis María Campos y Nicolás Avellaneda, la bóveda de la familia de José C. Paz, el panteón de Ciudadanos Meritorios y el Cristo de la capilla del cementerio. Por Susana Reinoso De la Redacción de LA NACION

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

ERWIN PANOFSKY E A ICONOGRAFIA

Sobre Erwin Panofsky e a Iconografia.


Em ensaio de 1930, em que critica Wolflin, Panofsky diz que “mesmo na descrição mais elementar de uma pintura unem-se dados de conteúdo e dados formais”.
Ao indicar a impossibilidade de uma leitura puramente formal, Panofsky aflora o problema da ambigüidade da imagem. Questão que mais tarde voltará a ser abordada por Gombrich.
Utilizando-se da imagem da Ressurreição do Cristo de Mathias Grünewald, Panofsky propõe três camadas a serem abordadas pelo pesquisador.
No seu livro Significado nas Artes Visuais, Panofsky define distingue iconografia de iconologia.
Iconografia tem seu sufixo vindo do verbo grego graphein, “escrever”. Assim sendo, implica um método de proceder puramente descritivo, ou até mesmo estatístico. A iconografia é, portanto, a descrição e classificação das imagens. É um estudo que nos informa, por exemplo, quando e onde temas específicos foram visualizados por quais motivos específicos. Diz-no quando e onde o Cristo crucificado usava uma tanga ou uma veste comprida; quando e onde ele foi pregado à cruz, e com quantos cravos; como vício e virtude foram representados nos diferentes séculos e ambientes. Ao fazer este trabalho, a iconografia torna-se um instrumento fundamental para o estabelecimento de datas, origens e, às vezes, autenticidade, além de fornecer as bases necessárias para interpretações posteriores.
Tais interpretações posteriores, para Panofsky, fica a cargo da iconologia. Se o sufixo “grafia” denota algo descritivo, o sufixo “logia” – derivado de logos, quer dizer “pensamento” – denota algo interpretativo. Assim, iconologia é, portanto, um método de interpretação, advindo da síntese mais do que da análise.
A análise iconológica, segundo Panofsky, é constituída de três etapas, a saber:
1 – Primeiro momento, denominado pré-iconográfico ou fenomenológico, que tem como função a identificação e enumeração das formas puras reconhecidas como portadoras de significados, ou seja, o mundo dos motivos artísticos. Segundo Wölfflin, análise formal é uma análise de motivos e combinações de motivos (composições).
2 – Segundo momento, chamado de iconográfico, diz respeito ao estatuto, ou seja, ao domínio daquilo que identificamos como imagens, histórias e alegorias. Ex: uma figura com uma faca representa São Bartolomeu, um grupo de figuras sentadas a uma mesa de jantar numa certa disposição e pose representa a Última Ceia.
3 – Terceiro momento, identificado como camada da essência, ou significado intrínseco ou conteúdo, é dado pela determinação dos princípios subjacentes que revelam a atitude básica de uma nação, de um período, classe social, crença religiosa ou filosófica – qualificados por uma personalidade e condensados numa obra. O pesquisador, para tanto, deverá investigar outros documentos que testemunhem as tendências políticas, poéticas, religiosas, filosóficas e sociais da personalidade, período ou país sob investigação.
Ao conceber assim as formas puras, os motivos, imagens, histórias e alegorias como manifestações de princípios básicos e gerais, Panofsky propõe a interpretação de todos esses elementos como sendo o que Ernst Cassirer chamou de valores simbólicos. A descoberta e interpretação desses valores simbólicos é objeto da iconologia.
Porém, em qualquer camada que nos movamos, nossas identificações e interpretações dependerão de nosso equipamento subjetivo e por essa mesma razão terão de ser suplementados e corrigidos por uma compreensão dos processos históricos cuja soma total pode denominar-se tradição.
Quando descrevemos um grupo de treze homens sentados numa certa disposição e pose num ambiente específico, estamos localizando o que Panofsky chama de localização dos motivos e composições (aspectos formais), ou momento pré-iconográfico.
Quando afirmamos que tal descrição representa a última ceia, via conhecimento do texto do apóstolo João 13:21, estamos abordando tal imagem do ponto de vista iconográfico. Nos dois primeiros momentos, trabalhamos somente com as questões intrínsecas da obra. Quando compreendemos tal pintura como um documento da personalidade de Leonardo, ou da civilização da Alta Renascença italiana, ou de uma atitude religiosa particular, tratamos a obra de arte como um sintoma de algo mais que se Expressa numa variedade de outros sintomas.

Quadro representando mulher com uma espada na mão esquerda e uma travessa na mão direita com uma cabeça foi publicada como sendo o retrato de Salomé com a cabeça de São João Batista.
Tal afirmação baseia-se num dado iconográfico: Bíblia – Matheus 14, 1-12.
Também na Bíblia aparece outra mulher com tais características: Judite degolando Holofernes com as próprias mãos e depositando sua cabeça em um saco (Judit 16, 9-11).
A questão é: não há referência de espadas nos relatos acerca de Salomé, nem bandejas nos relados sobre Judite.
Temos dois textos literários aplicáveis à mesma obra. Para Panofsky, estaríamos perdidos se dependêssemos somente de fontes literárias.
Passa-se a investigar a maneira pela qual, sob condições históricas, objetos e fatos eram expressos pelas formas, ou seja, a história dos estilos. Da mesma maneira, investiga-se a maneira pelo qual, sob diferentes condições históricas, temas específicos eram expressos por objetos e fatos, ou seja, a história dos tipos.
Várias pinturas do século XVI representam Judite com uma travessa. Havia um “tipo” de “Judite com a travessa”. Porém não havia um “tipo” de “Salomé com a espada”. Daí pode-se concluir que também a obra de Maffei representa Judite e não, como se chegou a pensar, Salomé.

Iconografia
Do grego, eikôn, imagem, retrato, e graphô, escrita. Adotado como cultismo para aludir à arte da pintura ou desenho de retratos, nas Notas Tironianas (485). Em seiscentos era aplicado em Itália às colações de retratos de personalidades célebres. Atualmente abrange um leque mais vasto de representações figuradas: indivíduos, monumentos, sítios, símbolos, etc.

Iconologia
Do grego, eikôn, imagem, retrato, e logos, palavra, discurso. Termo usado por Platão com o significado de linguagem figurada. Volta a ocorrer somente em 1593 já como cultismo grego italianizado, para titular o tratado de alegorias, ou Verdadeira descrição das imagens universais, de Cesare Ripa. O conceito será retomado pelos sucessivos editores da obra, nomeadamente por Jean Baudoin (1636), Juan Bautista Boudard (Parma, 1759), Cesar Orlandi (Perúgia, 1764), etc., para quem designa a representação de faculdades da alma, virtudes, disposições psíquicas, artes e ciências. No ano de 1927, Emile Mâle considera a iconologia auxiliar indispensável da iconografia para bem interpretar o significado da obra artística. Posteriormente, em 1939, Erwin Panofsky usará o termo para denominar o estudo cultural da obra de arte, como testemunho de uma civilização, um método esboçado por Aby Warburg em 1912 e orientado para a decodificação e análise dos significados conceptuais que a obra de arte encerra, o qual se ocupa do seu significado derradeiro (filosófico ou conceptual, histórico, social, etc.). Constitui hoje em dia uma via de acesso fundamental ao fenômeno estético, complementando os resultados de investigações de base positivista, formalista ou sociológica e apresentando-se, concomitantemente, como o instrumento mais adequado para lograr a inserção da arte no lugar que legitimamente lhe cabe no seio da história geral da cultura.

By claudius, 2005

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

IMAGENS SÃO FURTADAS DE CONVENTO EM CACHOEIRA

In: www.atarde.com.br <http://www.atarde.com.br/> 07/02/2008 (20:34)
Por Cristina Santos Pita, da Sucursal Santo Antônio de Jesus.
Imagens sacras e objetos religiosos foram furtados, na madrugada de ontem,da Igreja e Convento de São Francisco do Paraguaçu, em Santiago do Iguape, a 40 km de Cachoeira (a 110 km de Salvador, no Recôncavo). Entre as peças levadas estão duas imagens e um crucifixo.
Segundo o administrador daparóquia, diácono Agamenon Suzart, os ladrões entraram por uma portalateral, cerrando o cadeado. “Ainda não sabemos o que foi levado, pois estamos aguardando a polícia fazera perícia. Notamos que o crucifixo e duas imagens do Menino Jesus sumiram doaltar”, disse o religioso. O local está isolado, já que precisou serpreservado para a perícia. O diácono lamentou a falta de segurança naigreja, alvo de ladrões por duas vezes. A última foi em abril do anopassado, quando roubaram imagens da Capela de Nossa Senhora da Glória. “Por causa desse roubo transferimos sete imagens da capela para a igreja,considerada mais segura. Mas o telhado da capela, na Praça São José, onde acomunidade celebra festejos religiosos, está em ruínas. Infelizmente nãotemos segurança e nem vigia e a comunidade é quem se reveza na manutenção doconvento”, lamentou Suzart. Insegurança – “Aqui não tem segurança nem para a população, muito menos parao convento que é um patrimônio”, reclamou o aposentado Carlos Nascimento, de64 anos.
A comunidade de São Francisco do Paraguaçu está praticamenteisolada da sede, Cachoeira. Entre Santiago do Iguape e o conventofranciscano são de mais 8 km por uma estrada de cascalho. O Convento de São Francisco do Paraguaçu, tombado em 1941 pelo Instituto doPatrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), fica fechado diariamente,abrindo apenas aos domingos para missas, que ocorrem na nave principal,única área segura para celebrações. “A igreja está em ruínas. A única áreaainda um pouco conservada é a nave principal, as outras dependências carecemde reformas urgentes”, ressaltou o diácono Suzart. O religioso conta que o arrombamento foi descoberto por um morador quecostuma caminhar de manhã cedo pelas margens do Rio Paraguaçu. “Esse moradorviu a porta lateral aberta e quando se aproximou constatou que o cadeado foiarrebentado. Nós já comunicamos ao Iphan sobre o roubo das imagens”,salientou.
O superintendente regional do Iphan, na Bahia, Leonardo Falangola Martins,disse que enviará hoje, dois técnicos do órgão ao convento, para realizarperícia e verificar quantas e quais imagens foram furtadas. O Convento de São Francisco do Paraguaçu foi construído na segunda metadedo século XVII, perto da Baía do Iguape, e é um dos conventos mais antigosda Bahia. Cais, escadarias, terraço, cruzeiro, adro, e a igreja, compõem omonumento arquitetônico parcialmente em ruínas.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

MAS-UFBA. IMAGENS EM RESTAURO

Posted by Picasa

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

TEMAS A SEREM TRABALHADOS NA 2a UNIDADE

Alberto – Ex-voto
Ângela – Retábulo
Cergelina – ex-voto
Clara – Arte Cemiterial
Cláudia – Arte Cemiterial
Denise Ex-voto
Fátima – Retábulo
Igor – Arte Cemiterial
Isabela – Arte Cemiterial
Jaílson – Ex-voto
Jean – Santuário
Laise – Santuário
Leonardo – Santuário
Lúcia – Retábulo
Silvia – Santuário
Taciana – Santuário
Wilma – Retábulo

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

AULA NA AJUDA

A aula de hoje foi na igreja da Ajuda (foto ao lado), em Salvador. Uma das primeiras igrejas da cidade. Hoje, em estilo Manuelino, recuperada pelo IPAC-IPHAN, a igreja encontra-se entre a poluição sonora, o mau-cheiro e os "loucos" da cidade, num triste momento que vive a região histórica de Salvador.
Hoje a aula foi meio tumultuada. Primeiro um “soropositivo” no adro da igreja queria cooperação, a todo custo, dos alunos; depois um “louco”, aos gritos, contra os turistas da cidade. E o que fez acelerar o final da aula foi na parte externa da igreja, no ponto final de ônibus, com o mau-cheiro indicando bem próximo um “sanitário” público. Triste Salvador, que o turista não conhece e que o Carnaval camufla com o seu axé.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

DIA DE PROVA NO MAS



Hoje foi dia da prova da Primeira Unidade, voltada para a Imaginária. A prova, aplicada a uma ficha de idetificação iconográfica, foi feita no MAS-UFBA. Contou com os 16 alunos. Das 11 as 12:40H.
Na foto ao lado, em primeiro plano, Ângela, Alberto e Igor. Ao fundo, de costas, Cláudia.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

SÃO LÁZARO


Imagem de São Lázaro, localizada na sala de milagres do Santuário homônimo. Tarefa de iconografia para o dia 31 de agosto da turma de AS.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

SANTA EDWIGES

Descrição de Santa Edwiges, Por Maria de Fátima.



Figura feminina, de pé, base em forma de pilastra, elíptica, tonalidade preta, em ascensão verde aparentando gramado, com elementos geométricos em relevo baixo, em toda sua extensão. Pés calçados, levemente descobertos, com pernas separadas, tendo a esquerda à frente em linha diagonal, ambas as pernas estão cobertas por uma alva em tonalidade branca, plissada com orla dourada em toda a sua extensão, coberta por um manto de gola em tonalidade preta, drapeado, caindo em toda extensão das costas até à altura dos pés por trás, deixando a parte da frente aberta, mostrando a estola que cai abaixo do joelho, em tonalidade branca, orlada em dourado, com cinco elementos geométricos, circulares, em relevos baixo, enfileirados em linha vertical em tonalidade dourada. Mão direita aberta, levada à altura do seio, carnação rósea; punho coberto pela manga, em tonalidade preta, orlada, trazendo no antebraço um rosário que cai à altura abaixo da cintura, no lado direito; mão esquerda levada à altura do abdômen, trazendo encostado ao corpo um livro fechado, em tonalidades branca e magenta, tendo uma coroa dourada descansada sobre a capa. Cabeça pequena, ovalada, olhos pequenos, abertos, em tonalidades azul e preta; sobrancelhas médias em tonalidade marrom; nariz médio; boca fechada em tonalidade rósea; bochechas salientes róseas; veste mantilha em tonalidade branca cobrindo o longo pescoço, traz sobre a mantilha túnica em tonalidade preta que cai até à altura das costas.

sábado, 25 de agosto de 2007

ONDA DE ROUBOS ELEVA SEGURANÇA EM IGREJAS NA ITÁLIA

Valquíria ReyDe Roma. In: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070824_rouboigrejas_is.shtml




O alto número de católicos fervorosos e a forte relação e proximidade com o Vaticano não foram suficientes para impedir o aumento do número de roubos em igrejas da Itália, um fenômeno que levou as autoridades a incrementarem a segurança nas igrejas.

Em média, 45 igrejas são roubadas por mês, num negócio que envolve criminosos especializados em patrimônio artístico, intermediários, colecionadores privados, restauradores e antiquários. Os objetos que costumam ser furtados são candelabros de ouro, crucifixos antigos, altares e objetos de arte medievais, renascentistas e barrocos.

“Muitos desses objetos roubados são comercializados fora da Itália. Alguns sofrem modificações, para que não sejam identificados”, disse à BBC Brasil o coronel Giovanni Pastore, vice-comandante do Núcleo de Tutela do Patrimônio Cultural dos Carabinieri. “Outros são destruídos, depois de retiradas as partes em ouro ou pedras preciosas.”


Obras-primas

Conforme levantamento dos Carabinieri - a polícia militar italiana-, em 2004, foram registrados 464 furtos em igrejas, 483 em 2005, e 546 em 2006. A quantidade de objetos roubados já ultrapassou 12 mil nos últimos três anos e meio: 2.840 em 2004, 2.993 em 2005, 3.919 em 2006 e 2.330 no primeiro semestre de 2007.


Entre os objetos há grandes e pequenas obras-primas, como santos, estátuas de menino Jesus, relicários, vitrais, quadros, banheiras para imersão dos batizados, pias para água benta e confessionários, que alimentam um vasto mercado clandestino, em que um altar pode ser vendido por 500 mil euros, o equivalente a R$ 1,36 milhão.

Em alguns casos, como o ocorrido em uma igreja em Nápoles, os ladrões saquearam até mesmo o pavimento de mármore.




Sistema de segurança

Na cidade de Turim, no nordeste da Itália, depois da ocorrência de inúmeros furtos, o padre da capela do Hospital San Giovanni – repleta de objetos preciosos e de antigüidades – afixou um cartaz na porta, avisando os fiéis que o local só voltaria a ser aberto depois da instalação de um sistema de segurança.

Na avaliação do coronel Pastore, a falta de sistemas de segurança na maioria das igrejas italianas facilita a ação da criminalidade especializada em patrimônio artístico, que encontra nos lugares sagrados um grande campo de atuação.

Enquanto cresce o número de roubos nas igrejas, nos museus – cada vez mais vigiados –, a situação é inversa: em 2006, foram registrados apenas 14 furtos e, no ano anterior, 18. “Analisando o fenômeno com os olhos de quem acredita em Deus, é difícil dizer se é um pecado mais grave roubar na igreja que em outro lugar”, afirma Don Stefano Russo, diretor do Departamento Nacional para os Bens Culturais Eclesiásticos, órgão da Confederação Episcopal Italiana (CEI). “Mas, certamente, os roubos nos lugares sagrados têm o agravante de que o objeto furtado, além do valor artístico e econômico, é precioso para a comunidade de fiéis do ponto de vista religioso.”

Inventário

Uma das maneiras encontradas pela CEI para barrar a ação dos ladrões foi dar início a um inventário nacional dos bens culturais das igrejas e destinar todos os anos um fundo às dioceses para a instalação de sistemas de alarmes, portas anti-furto e câmeras.

“Até o momento, 48% das 85 mil igrejas italianas fizeram o inventário, catalogando com imagens digitais e descrições detalhadas cerca de dois milhões de bens”, disse a arquiteta Laura Gavazzi, que trabalha no setor de bens culturais da CEI. “E 5.254 igrejas, 6% do total, já contam com sistemas anti-furto.”

A polícia preparou um grande arquivo informatizado com dados das obras roubados, conectado aos arquivos da CEI. Segundo o coronel Pastore, objetos roubados que são recuperados, muitas vezes não podem ser devolvidos porque a proveniência é desconhecida. De acordo com ele, em torno de 20% dos furtos sequer são denunciados. “Em algumas ocasiões, encontramos uma peça furtada e não temos para quem devolver, porque não foi feito um cadastro e os padres não reconhecem a procedência da mesma”, afirma Pastore.

Crime e castigo

O fato de muitas igrejas ficarem situadas em lugares isolados, a falta de padres e de sistemas de segurança facilitam a ação daqueles que estão acostumados a roubar as igrejas italianas. Mas, de acordo com Pastore, os métodos dos ladrões também se adequam à situação. Ele lembra de casos em que os criminosos ficaram escondidos dentro das igrejas antes de os padres fecharem as portas e acionarem os sistemas de segurança. “Dentro do local, eles atuam como querem”, disse o coronel. “Roubam o que bem entendem, passam a noite lá e saem tranqüilamente no dia seguinte quando o alarme já foi desligado.”

Diante da situação, o governo também resolveu agir. Há três meses, o Conselho de Ministros da Itália aprovou uma lei que prevê maiores punições e um maior prazo para o tempo de prescrição dos crimes contra o patrimônio cultural do país.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

PROFESSORA EMÉRITA DA UFBA CONQUISTA PRÊMIO

O projeto “A igreja e o convento de São Francisco da Bahia”, desenvolvido por uma equipe de pesquisadores coordenada por Maria Helena Ochi Flexor, professora emérita da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e por Frei Hugo Fragoso, doutor pelo Pontifício Ateneo Antoniano, de Roma, Itália, foi o vencedor do Prêmio Clarival do Prado Valladares. Até se aposentar, Maria Helena Flexor ensinou História da Arte na Escola de Belas Artes da UFBA e atualmente leciona na Universidade Católica do Salvador, estando perto de completar 50 anos de pesquisa da história e da arte baianas. O projeto foi escolhido entre as mais de cem propostas enviadas no início de 2007 por pesquisadores de todo o Brasil à Organização Odebrecht, responsável pela premiação, que ocorre pelo quarto ano consecutivo. Os premiados receberão apoio financeiro para viabilizar um ano de trabalhos no Brasil, Portugal e nos arquivos do Vaticano, além da edição de um livro. O projeto tem como objetivo pesquisar a história dos franciscanos na Bahia, levantar o histórico das obras de arquitetura e de artes agregadas implantadas em Salvador e associar o histórico do edifício do convento à atuação dos Irmãos Terceiros de São Francisco, que está completando 300 anos de atuação no Brasil.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

DIA DE FESTA: 16 DE AGOSTO, DIA DE SÃO ROQUE


Não se sabe quando São Roque nasceu. A história atesta a sua morte em 1397. Algumas fontes historiográficas atestam que Roque descendia de família de classe rica, na região de Montpellier, em Languedoc. Segundo alguns escritos São Roque repartiu suas riquezas e empreendeu peregrinação à Roma, exercendo caridade com inválidos e doentes, quando contraiu enfermidades.

Tornou-se peregrino e eremita, até ficar recluso a um monte. Um cachorro lhe levava comida, até que um anjo o curou. Voltou à sua pátria e, tido como espião, morreu na prisão. Passou a ser invocado contra males físicos.

Na imaginária a sua indumentária é mostrada da seguinte forma: peregrino, tra­jes nobres e a capa com esclavina e chapéu de abas, adornados com uma concha. Os seus atributos: conchas, bordão, bordão, cabaça, rosário ou saltério, sacola para pão.

Os atributos pessoais, que variam, são: cachorro com pão na boca. Sineta de leproso. Representado em cenas: com bordão de peregrino, descobrindo a ferida; a seus pés, à direita, o cão; de chapéu de peregrino, descobrindo a ferida, a seu lado o cão.

sábado, 18 de agosto de 2007

GLOSSÁRIO PARA IDENTIFICAÇÃO DO PANEJAMENTO – ESCULTURA (·)

O HÁBITO

É o traje ou vestido, especialmente o distintivo dos eclesiásticos e congregações religiosas, que muitos dos santos são retratados para caracterizar uma ordem (carmelita, franciscana, dominicana, beneditina...) ou o ato litúrgico.

ALVA
É a veste talar de “pano branco”, que fica sob o manto, em forma de túnica, com mangas estreitas Desce até o chão, porém, puxado, enrolado para cima por um cíngulo (espécie de cordão). A alva é sinônima de pureza; do ressuscitado.

CAPUZ
É a peça de pano que resguarda a cabeça, geralmente presa ao casaco; hábito tradicional do monge capuchinho (marrom) e beneditino (preto). Conhecido também por capa.

CAPA PLUVIAL
(v. Asperge).

ESCAPULÁRIO
É a tira de pano que frades e freiras de algumas ordens usam sobre os ombros, pendente sobre o peito.

ESTOLA
Diferente do escapulário, a estola significa o poder sacerdotal. É o paramento em forma de tira comprida, de 8 a 10 cm de largura, geralmente mais larga nas extremidades, com cruz no meio ou também nas pontas.

MANTILHA DE FREIRA
(v. véu)

MANTO
É preso por broche. Cai ou não sobre os ombros e braços. Possui movimento frontal e posterior. Cor e decoração, inclusive do forro. O movimento (esvoaçante ou não) dependerá da época da escultura.

SOBREPELIZ
Usada por cima da batina branca, com ou sem mangas.

TÚNICA
Comprida e ajustada ao corpo. Possui ainda as seguintes características:

Tipo de gola. Friso dourado ou pintado. Cintada ou não. Com ou sem nó de duas pontas. Cor. Com ou sem drapejado (disposto em grandes pregas). Longa ou curta. Pregueamento até os pés (ou não). Roçagante (roçar ou arrastar-se pelo chão). Cintura blusada (larga, leve). Estofada a ouro ou lisa. Descrição da douração e dos ornamentos: fitomorfa naturalista ou estilizada. Cores. Terminada em zig-zag ou friso. Mangas curtas, longas. Punho dourado, deixando aparecer veste interna etc.

VÉU
É o objeto com que se cobre o rosto ou parte dele. Também denominado de Mantilha de freira. Geralmente movimentado e esvoaçante. Pode ser curto ou longo, com ou sem ondulações. Pode ser longo, curto ou retilíneo. O movimento (esvoaçante ou não) dependerá da época da escultura.


ALGUNS PARAMENTOS, MAIS APLICADOS EM DESCRIÇÕES DE ALFAIAS ( [1] ).

ASPERGE
Capa similar ao manto grande, sem pregas e acolchetado, com uma peça, em forma de escudo nas costas, na qual se acha, freqüentemente, um monograma mais ou menos ricamente bordado, e com tiras verticais, simples ou bordadas, nos dois lados da frente.

BÁCULO
Símbolo do pastor. Desde a Antigüidade judia. Bastão encimado por uma curvatura, que o bispo diocesano usa na mão esquerda, nas funções litúrgicas solenes.

BATINA
Veste talar (que chega até os calcanhares) dos eclesiásticos.

CASULA
Usada no período da passagem do românico para o gótico. É a veste do sacerdote na celebração da Missa.

DALMÁTICA
A partir de 1965, com a reforma litúrgica, que passou a usar somente a alva, a estola e a casula. É a veste superior usada pelos diáconos.

MITRA
Passou a ser usada na Igreja em 313 com a Pax Eclesian de Constantino, quando a partir de então os bispos passaram a gozar dos mesmos privilégios principescos. Representa a dignidade para os bispos, o Poder para os princípios. É o ornato litúrgico da cabeça dos cardeais, bispos, abades, cônegos etc., que tenham autorização especial da Santa Sé.

TUNICELA
Mesmo modelo da dalmática, sendo muito maior. É uma espécie de túnica do subdiácono, hoje em tudo igual à dalmática do diácono, da qual é a imitação desde a sua origem no século VI.







[1] Embora se possa utilizar na imaginária.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

EXPOSIÇÃO NO MUSEU CARLOS COSTA PINTO, EM SALVADOR, BRASIL.



CIVILIZAÇÃO E COBRE



A Exposição Civilização e Cobre compreende três módulos: Beleza Milenar, Presença Universal e Cobre Escondido. Por meio desta mostra o público é levado através dos mais antigos e diversos usos do metal vermelho, passando por objetos artísticos de extraordinária maestria e beleza até os invisíveis usos atuais, que nos cercam diariamente em nossos lares e lugares de trabalho.

Agende a sua visita com o Serviço Educativo.
Telefone: 71 3336.6081 (ramal 5)

TURMA DA ARTE SACRA ANALISANDO DOIS OBJETOS EM SALA


segunda-feira, 6 de agosto de 2007

FUNCIONÁRIOS DA UFBA MANTÊM GREVE

Por Kleyzer Seixas, do A Tarde On Line

Disponível em: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=776801
Acesso 6/8/2007 21:45

Bibliotecas fechadas, laboratórios desativados, processos de transferências de disciplinas suspensos, impossibilidade de trancamento de matérias, formaturas de concluintes atrasadas são alguns dos problemas enfrentados por quem freqüenta a universidade. Os calouros nem tiveram a oportunidade de realizar a matrícula porque não havia funcionários trabalhando.

Uma das unidades mais atingida foi o Instituto de Física, localizado no Pavilhão de Aulas da Federação (PAF). Os trabalhos foram suspensos porque a greve dos servidores compromete bastante a continuidade das atividades. Segundo o professor e coordenador do colegiado, Paulo Miranda, os dez laboratórios do local, imprescindíveis para disciplinas práticas, estão todos parados.

Não há previsão de quando as aulas serão retomadas no instituto. A Congregação da unidade aguarda a rodada de negociações entre os grevistas e o governo federal. Enquanto isso, estudantes como Murilo Garcia, 19, continuarão se deparando com salas vazias. Aluno do curso de matemática, ele não conseguiu assistir aulas de Física Geral e Experimental na manhã desta segunda. “Quando cheguei lá, me avisaram sobre a suspensão das aulas”, lamenta.

O coordenador do colegiado argumenta que o Instituto de Física não pode funcionar sem o trabalho dos servidores. “O movimento causa um grande impacto no cotidiano do corpo docente e discente. Os funcionários existem por uma questão objetiva: precisamos deles. Sem os servidores, pontos importantes do dia-a-dia não são resolvidos”, explica Miranda.

Embora a situação seja mais complicada no Instituto de Física, alunos de outras unidades também enfrentam problemas. Nos institutos de letras, matemática, biologia, farmácia e nas escolas politécnica e de arquitetura, muitos alunos reclamam da dificuldade para imprimir o comprovante de matrícula, documento necessário para renovar o Salvador Card e obter carteiras de estudante que dão acesso a teatros e cinemas pagando meia-entrada.

O trabalho vem sendo feito na base do improviso por voluntários, como o estudante Rafael Nunes. Pela primeira vez na função, Rafael ainda não tem muita habilidade com o trabalho e demora para atender os seus colegas. Não obstante, ainda é obrigado a ouvir reclamações. “O ritmo de trabalho é muito pesado. Ainda mais para mim, que não tenho experiência”, afirmou.

Na escola de enfermagem também há problemas. Os dois laboratórios – um de para aulas práticas do curso e outro de informática - estão parados, afirma a servidora pública Ângela Maria dos Santos, na função há mais de 12 anos. Ela deixou seu posto na unidade desde o início da greve e participou da assembléia da categoria realizada nesta segunda-feira, na Escola de Arquitetura, no bairro da Federação.

Cerca de trezentas pessoas estiveram presentes, segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores Técnico Administrativos da Ufba (Assufba). A categoria decidiu pela continuidade do movimento. Nesta terça-feira, os servidores pretendem ir às unidades para tentar convencer os funcionários que não aderiram à paralisação, iniciada há mais de 70 dias.

Biblioteca

Dentre os principais prejuízos causados pela greve dos servidores, o fechamento da biblioteca é o campeão de reclamações. A maioria dos estudantes entrevistados pela reportagem está descontente por não ter acesso aos livros da universidade. Até quem estuda em unidades onde há bibliotecas próprias, a exemplo das escolas de nutrição e Politécnica, reclamam do fechamento da biblioteca central.

Aluno do curso de engenharia elétrica, Márcio Garcia, 19, tem aceso livre à biblioteca do seu prédio, que funciona normalmente mesmo com a paralisação. Embora tenha diversos títulos, o local não possui muitos exemplares, argumenta o jovem. “Tem todos os livros, mas a quantidade é pequena. Alguns livros são essências e somos obrigados a ficar na espera”, relata.

Três estudantes da escola de nutrição, localizada, no Canela, também reclamaram do acesso aos livros na biblioteca do prédio de onde estudam. Aberta somente às segundas, quartas e sextas-feiras, a unidade empresta os volumes apenas para que sejam feitas cópias dentro da própria universidade. Os originais não podem ser emprestados.

Para os alunos, a situação pode piorar nos próximos dias caso os servidores continuem sem trabalhar. “A primeira semana é sempre mais devagar, mas pode ficar mais complicado daqui para frente, quando começarem os trabalhos e as provas”, destaca Jeisany Brandão, 25.

Devido à falta de atendentes para emprestar livros, o professor do estudante Cléber de Araújo Andrade, sugeriu que seu aluno procurasse o volume de Cálculo D em algum sebo da cidade. “Não posso pegar na biblioteca e também não posso comprar porque, a depender do autor, a compra pode chegar a R$ 80,00. Não posso pagar esse preço por um livro que vou usar por um semestre apenas. O ideal é pegar emprestado, estudar, fazer as anotações necessárias e devolver”, diz.